Chevrolet Onix é marco da nova história da GM no Brasil
Volta Rápida: Chevrolet Onix é marco da nova história da GM no Brasil
Dirigimos as versões 1.0 e 1.4 do Novo Chevrolet Onix,
compacto que chega para mudar a história da GM do Brasil. Confira também
galeria com mais de 100 fotos em alta resolução.
O que é?
O Onix é tratado pela Chevrolet como um divisor de águas para a
marca no Brasil. Jaime Ardilla, Presidente da GM Mercosul, considera o
modelo como o mais importante lançamento da empresa por aqui desde o Corsa, em 1994. Tanto que ele chega para ser o novo best-seller da GM no mercado brasileiro.
Construído sobre a nova plataforma global de veículos
compactos, GSV (já utilizada por Spin, Cobalt e Sonic), o Onix traz
virtudes como boa dirigibilidade, silêncio a bordo e conforto de rodagem. Também agrada pelo visual. Sem abrir mão do DNA da marca, ele ostenta linhas joviais e esportivas.
A grade dianteira bipartida está lá, mas, desta vez, casou bem
com o restante do conjunto. Os faróis, de traços retos e angulados,
trazem máscara negra e detalhes em azul nas versões LTZ. O toque esportivo
é dado pelo desenho do para-choque dianteiro bem trabalhado na parte
inferior, em especial na entrada de ar e nos nichos na região dos faróis
de neblina.
A lateral também é interessante, principalmente pelo vinco que se
inicia com sobressaltos nos faróis e termina da mesma forma nas
lanternas traseiras. Na parte inferior das portas também há um vinco
marcante, enquanto o acabamento preto na parte inferior dá impressão de
que o carro é mais baixo do que realmente é.
A traseira é, de certa forma, imponente. As lanternas têm desenho que
remete à outros modelos da GM, como o Opel Corsa e até mesmo o Vectra
GT. Mas também é inegável a semelhança com o concorrente VW Gol. No
entanto, é apenas uma impressão ao vê-lo de longe, pois, ao se
aproximar, nota-se vincos bem mais marcantes que na tampa quase lisa do
Volks. Destoa um pouco o formato do vidro traseiro e o gap de carroceria
entre o vidro e as lanternas.
Quem quiser um Onix diferente terá à disposição três kits de
personalização. Segundo Gustavo Colossi, Diretor de Marketing e Vendas,
este será um dos principais diferenciais perante à concorrência. Por
meio de uma parceria com a 3M, será possível criar adesivos exclusivos
ou escolher entre as opções oferecidas pela fábrica.
O interior segue a modernidade da carroceria. O painel é totalmente
de plástico rígido, mas com textura que ajuda a transmitir melhor
qualidade. A sensação é de uma construção firme, com bons encaixes e sem
rebarbas aparentes. Também é possível aplicar adesivos nas extremidades
do painel, a gosto do consumidor. Na versão LS, o painel adota dois
tons para o acabamento, enquanto as versões LT e LTZ utilizam um tom
único mais escuro.
O quadro de instrumentos é o mesmo do Cobalt/Spin, com conta-giros
analógico e velocímetro digital. Outros componentes como alavancas,
volante e botões também são comuns entre os carros.
Para conquistar o consumidor mais antenado em tecnologia, o Onix
estreia o sistema multimídia My Link, que traz tela sensível ao toque e
agrega conexão bluetooth e entrada USB (embora não tenha CD player). O
recurso tem operação bastante intuitiva e possibilita “rodar” diversos
tipos de arquivos diretamente do celular/smartphone, mas os vídeos são
permitidos somente com o carro parado. O MyLink é item de série na
versão LTZ e opcional na LT. E deverá ser um dos grandes atrativos do
modelo.
Como anda?
O Onix chega em versões 1.0 e 1.4 litro, ambas flex, com motores da
nova família “SPE/4” (Smart Performance Economy 4 cylinders). Trata-se,
basicamente, de uma versão atualizada e com novos componentes dos
conhecidos VHCE e EconoFlex. O trabalho da engenharia focou na redução
de atrito interno, o que resulta em melhor aproveitamento da potência e
menor consumo.
O motor 1.0 gera 80 cv com etanol e 78 cv com gasolina, a 6.400 rpm. O
torque máximo é de 9,8/9,5 kgfm a 5.200 rpm. De acordo com a GM, o Onix
vai de 0 a 100 km/h em 13,3 s (etanol) e 13,7 s (gasolina), atingindo a
velocidade máxima de 167 km/h e 162 km/h, respectivamente.
Já a versão 1.4 entrega 106 cv com etanol e 98 cv na gasolina, a 6000
rpm. O torque máximo, com etanol, é de 13,9 kgfm a 4.800 rpm e 12,9
quando alimentado com gasolina, com mesma rotação. Com etanol, o Onix
1.4 acelera de de 0 a 100 km/h em 10,1 s. Com gasolina, o tempo é de
10,6 s A velocidade máxima é de 180 km/h (todos dados da GM).
Chegamos a Porto Alegre (RS) e o Onix já estava à nossa espera no
estacionamento do aeroporto para uma viagem de cerca de 120 km ao
interior do Estado – a fábrica do hatch fica em Gravataí, de onde sai
também o Celta. A primeira unidade que dirigimos foi uma LT 1.0.
O hatch recebe bem o motorista. Os bancos dianteiros são confortáveis
e com bom apoio lateral, mas possui regulagem de altura apenas do
assento (não do conjunto inteiro) por meio de uma roldana. O volante
oferece somente o ajuste de altura. Nesta versão, os retrovisores trazem
ajuste interno manual.
De cara, o Onix 1.0 chama a atenção pelo baixo nível de ruído
interno, melhor do que nos concorrentes diretos. Também agrada bastante o
câmbio de engates precisos e suaves (é a mesma caixa do Cobalt). O
motor 1.0 atende ao Onix de forma até satisfatória, com aceleração
dentro do esperado para a cilindrada. Nas subidas, é necessário elevar
bem o giro do motor e reduzir marchas para manter a velocidade. Nesta
versão falta o computador de bordo, o que nos privou da observação
aproximada de consumo.
Depois pulamos para o Onix 1.4. Como esperado, o hatch fica bem mais
esperto nessa versão, mesmo considerando que seu peso total passa de
1.000 kg. As acelerações são mais animadas e, consequentemente, a
potência e torque extras oferecem maior segurança nas ultrapassagens. A
estabilidade também é ponto positivo. Dirigindo a 120 km/h, o nível de
ruído interno permanece baixo e a direção se mantém firme. Nas curvas, a
inclinação da carroceria é pequena.
Outro ponto de destaque é o conforto. Ao passar por buracos e trechos
de asfalto muito ruim, a suspensão filtrou bem as irregularidades, o
que tornou a viagem bastante confortável. A direção hidráulica tem peso
adequado para o compacto, mantendo a condução segura.
Comparando diretamente com o recém-chegado Hyundai HB20, o Onix
transmite uma condução mais firme, com melhor estabilidade em
velocidades mais elevadas. Em termos acabamento, ambos se equivalem
quanto ao uso de materiais plásticos. Enquanto o HB20 tem painel
sofisticado e computador de bordo em todas as versões, o Onix responde
com velocímetro digital, mas peca ao oferecer computador de bordo
somente nas versões 1.4. O carro da GM também leva vantagem no sistema
de entretenimento My Link, embora não tenha comandos no volante em
nenhuma versão. O HB20 oferece sistema de som mais simples, mas com
botões no volante.
Quanto custa?
O Onix chega com preços a partir de R$ 29.990 na versão LS 1.0, R$
31.690 na LT 1.0, R$ 35.290 na LT 1.4 e R$ 41.990 na topo de linha LTZ,
só oferecida com motor 1.4 e o My Link de série. Todas vêm com duplo
airbag e freios ABS de série. A garantia é de três anos. No começo de
2013 será lançada a versão 1.4 automática, com caixa de seis marchas.
Em resumo, o Onix passa a figurar ao lado do HB20 como as melhores
opções do segmento. Mas o Chevrolet pode levar vantagem pela ampla rede
da marca espalhada pelo país, o que certamente deve ajudá-lo a atingir a
meta de se tornar o GM mais vendido do Brasil.